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O Futuro da Engenharia Civil: Tendências BIM em Portugal até 2026

O Futuro da Engenharia Civil: Tendências BIM em Portugal até 2026

A Engenharia Civil portuguesa está a atravessar uma mudança profunda impulsionada pelo BIM, pela digitalização e por novas exigências técnicas e regulatórias. Até 2026, várias iniciativas nacionais vão redefinir a forma como projetamos, construímos e gerimos infraestruturas.

A Comissão Técnica de Normalização BIM, coordenada pelo Instituto Português da Qualidade e com liderança do LNEC, está a desenvolver as primeiras normas BIM portuguesas baseadas na série europeia EN ISO 19650.

Espera-se que em 2026 sejam lançadas as primeiras versões nacionais de guias técnicos BIM com orientações para projetistas, entidades públicas e especialistas, marcando um passo decisivo na harmonização dos processos digitais no país.

Está em desenvolvimento uma biblioteca nacional BIM associada a um Passaporte Digital de Produto, que ligará fabricantes de materiais de construção a projetistas e donos de obra.

Cada objeto BIM — como janelas, pavimentos ou blocos — passaram a incluir dados sobre origem, eficiência energética, reciclabilidade e pegada de carbono. Esta inovação reforça a economia circular no setor e será integrado em projetos financiados pelo Portugal 2030.

As universidades e empresas portuguesas estão a adotar ferramentas baseadas em IA e machine learning para:
- detetar incompatibilidades de forma automática (clash detection inteligente);
- prever custos e prazos com base em dados históricos;
- gerar modelos paramétricos através de Generative Design.

Estas tecnologias estão a acelerar processos de coordenação, melhorar a qualidade dos modelos e apoiar decisões técnicas com maior rigor.

Digital Twins e Construção Modular

A combinação entre BIM, IoT e sistemas de sensores está a gerar modelos digitais “vivos”, capazes de monitorizar em tempo real o comportamento de infraestruturas como pontes, túneis, estradas ou edifícios.

Portugal já possui projetos-piloto em infraestruturas rodoviárias e hospitalares que utilizam gémeos digitais para monitorização estrutural e manutenção avançada. Esta será uma das grandes apostas nacionais entre 2026 e 2028, sobretudo em projetos públicos de grande escala.

Com novas normas, maior integração digital, sustentabilidade reforçada e adoção crescente de IA, o setor prepara-se para um salto tecnológico decisivo.

A engenharia portuguesa está pronta para um novo capítulo — venha 2026!